Higiene cães: o que saber na hora de cuidar do seu peludo

Manter seu pet sempre limpinho é um dos pontos importantes de uma tutoria responsável. Mais do que apenas um cuidado esté tico, certas medidas nos ajudam a remover sujeiras e pelos mortos da pelagem do cachorro, contribuindo para evitar problemas como dermatites. Contudo, é preciso atenção para não exagerar na dose de banhos. O excesso pode acabar removendo a proteção natural da pele dos cachorros. Além disso, lembre-se de que os odores são um elemento de fundamental importância para o reconhecimento canino.

Banho em cachorro: qual é a frequência adequada?

Quando pensamos em higiene de cães, logo lembramos dos banhos em cachorro. Amada por alguns, odiada por outros, a atividade é uma das principais maneiras de manter nossos amigos sempre limpinhos, o que não quer dizer que deva ser realizada toda semana.

De acordo com a Dra. Louise Siqueira, médica-veterinária da clínica Seres, a frequência ideal de banhos varia conforme as características e o estilo de vida do cachorro. Em geral, cães de pelo curto podem tomar banho a cada 15 dias durante o verão e a cada 30 dias durante o inverno. Já os cães de pelo longo devem tomar banho a cada 15 dias, independentemente da estação, cuidado que ajuda a evitar a formação de nós.

Vale destacar que algumas condições médicas também podem alterar a frequência recomendada de banhos. Cães com imunidade prejudicada, por exemplo, não devem passar pelo processo com frequência. Já em caso de problemas de pele, o médico-veterinário poderárecomendar banhos terapêuticos mais de uma vez na semana.

Higiene de cães filhotes: quando começar os banhos?

Uma dúvida comum entre os tutores de pets filhotes é em relação à higiene. Quando devemos introduzir o banho aos pequeninos? A Dra. Louise explica que os banhos profissionais em filhotes só devem ocorrer após o protocolo de vacinação. Este é um ponto muito importante, já que nesta fase o organismo dos peludos está mais suscetível a doenças.

Os estabelecimentos sé rios e confiáveis recusam dar banho em cachorros não vacinados, justamente para não colocarem em risco a saúde dos pets.

Tosa: muito mais que estética

Há vários tipos de tosa disponíveis, sendo que a escolha vai depender não apenas das preferências do tutor, como também das características da raça. Cães de pelagem dupla, como chow-chow e spitz alemão, exigem cuidados especiais para evitar a alopé cia (queda de pelos), assim como para que a pele não fique mais exposta à radiação solar.

Porém, é importante realizar ao menos tosa higiênica, que apara os pelos em regiões específicas como orelhas, patas e partes íntimas. Como estamos falando de um processo delicado, que envolve tesouras e má quinas eletrônicas, a tosa deve ser realizada apenas por profissionais que conheçam inclusive as particularidades de cada raça.

Cortar as unhas é necessário?

Cortar as unhas é um processo fundamental, especialmente para pets que vivem dentro de casa. Geralmente, nos centros de estética pet, o corte de unhas já está incluído no pacote de serviços oferecidos. Devido ao risco de atingir terminações nervosas, provocando dor e inflamação, não é recomendado aparar as unhas do pet em casa.

Escovação de dentes

Muitos tutores se esquecem que higienizar os dentes é fundamental também para os peludos. Veterinários, entretanto, reforçam que esta prática é necessária para proteger contra doenças, além de evitar o temido mau há lito.

A escovação deve ser diária, e é importante que ela seja feita com uma escova de dentes para cachorro. Além disso, é recomendado que o tutor tente transformar esta atividade em algo prazeroso para o peludo. Carinhos e cafunés, além de um petisquinho ao final, costumam ajudar muito no processo. Lembrando que quanto mais cedo você acostumar seu amigo a ter os dentes escovados, mais fácil será manter o hábito no futuro.

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